Festa junina faz produção de doces crescer em Tatuí
terça-feira, 5 de junho de 2012As fábricas de doces de Tatuí devem produzir cerca de 120 toneladas do produto neste ano. E a demanda do comércio por doces nesta época aumentam, quando começam as festas juninas, refletindo na produção. E não é por acaso que os empresários da cidade comemoram o período.
A explicação de Antônio Rocha Lima Neto, dono de uma fábrica de doces, é bem clara. “A festa junina para as fábricas de doces é como o Natal para as lojas de presentes”.
Tatiana de Almeida Rosa, sócia de uma empresa da cidade, espera comercializar mais de 600 quilos de doces. “Nós vendemos, geralmente, para cidades da região, como Boituva (SP), Itapetininga (SP), Bauru (SP), entre outras”.
Tatuí é conhecida por ser uma das maiores produtoras de doces juninos do estado de São Paulo. São dezenas de fábricas artesanais, que são passadas de pai para filho, mantendo o ambiente familiar. AS empresas mantêm a tradição e produzem os doces como antigamente, usando panelas de cobre e evitando o uso de corantes e conservantes.
Com tantas vendas, Luciano Rocha Lima, empresário do segmento, conta o segredo do sucesso dos seus doces. “É só fruta, açucar e o ponto certo. O segredo é muito amor, carinho. É gostar de fazer”, explica.
E são diversas opções de doces. Em uma das empresas, as variedades chegam a 63 tipos. Mesmo com tantas opções, os mais comercializados são os chamados ‘ABC’, referentes aos doces de abóbora, batata e cidra, que chegam a dobrar a quantidade produzida. Tatiana relata que “a festa junina não deixa de ser uma celebração dos produtos da roça, como os ‘ABC’. É a forma de comemorar essa cultura”.
Além da maior procura por causa das festas juninas, o consumo de doces é uma boa sugestão para o período de baixas temperaturas. E o aumento da produção significa mais contratação, beneficiando também que está procurando por emprego.
Patrícia de Fátima Ribeiro, auxiliar de doceira, foi uma dessas pessoas que aproveitaram a oportunidade para adoçar a amarga experiência do desemprego. “Agora, trabalhando, melhorou. Estou gostando e espero ficar”. Patrícia comenta que não é só em época de festa que a produção fica agitada. “Aqui todo dia tem movimento”, conclui.
Fonte: G1
