Alunos do Conservatório de Tatuí, SP, ganharão diploma técnico
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012A partir deste ano os alunos do Conservatório Musical de guia Tatuí, interior de São Paulo, vão poder ter diploma técnico nos cursos de Instrumento Musical / Canto ou em Fabricação de Instrumentos Musicais (luteria). A certificação técnica deve ajudar os alunos a conseguir colocações no mercado de trabalho.
“Isso dá uma vantagem na aprovação para lecionar música nas escolas e conservatórios autorizados pelo MEC, além de enriquecer o currículo dos alunos e criar um corpo técnico de maior especialização” opina o diretor executivo da entidade, Henrique Autran Dourado.
A novidade foi concretizada por uma parceria entre o Conservatório, o Centro Paula Souza e a Etec (Escola Técnica) de Artes de São Paulo. O Conservatório vai fazer um processo seletivo para separar 30 alunos que estejam cursando o último ano para ocupar as vagas nos dois cursos técnicos.
Os que passarem pelo crivo da escola vão cumprir as disciplinas Linguagem, Trabalho e Tecnologia, Planejamento de Trabalho de Conclusão de Curso, Ética e Cidadania e Desenvolvimento de Trabalho de Conclusão de Curso na Escola Técnica Estadual Salles Gomes, em Tatuí.
Para Nivaldo Benedito Soares, aluno do curso de luteria, o diploma técnico trará reconhecimento. “Vai moralizar a profissão de lutier que muita gente nem sabe o que é”, conta Soares, que é aluno desde 2009, já fabricou um violino e está finalizando uma viola.
‘O que quero mesmo é aprender luteria para violões e trabalhar com afinação de piano também”, conta Soares, que tem planos de se mudar para o Centro-Oeste depois de se formar por considerar esta uma região carente na área de instrumentos musicais. “Se bem que por aqui em São Paulo, com a implantação do ensino musical nas escolas, vai haver bastante trabalho e demanda nesta área, principalmente na manutenção de instrumentos”, avalia o aluno.
Os alunos do setor de luteria serão especialmente beneficiados com a certificação técnica. Com o novo título, poderão até abrir uma empresa, o que antes os obrigava a terem o registro de artesãos no Ministério do Trabalho, pois a profissão de lutier não é oficialmente reconhecida.
“Eles terão as mesmas ‘facilidades’ dos instrumentistas. Mais ainda como profissionais não reconhecidos legalmente. O diploma os investirá de qualificação técnica como os demais. Em vez de notas fiscais ou recibos emitidos como autônomos, o lutier poderá assiná-la em nome de uma microempresa ou pessoa física, como técnico em luteria”, afirma o diretor Dourado.
Fonte: G1
