Atos pelo Dia Internacional da Mulher
Em 8 de março de 2026, o Brasil será palco de uma série de manifestações em todas as suas cinco regiões em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Esses atos visam trazer à tona a luta e a resistência das mulheres diante da violência que enfrentam diariamente. As manifestações realizadas abordarão diversas pautas relevantes, com destaque para a violência contra as mulheres.
Violência Contra as Mulheres
As marchas têm como foco central a denúncia da violência que muitas mulheres sofrem, tanto física quanto psicológica. Esta realidade alarmante levanta questionamentos sobre a segurança, dignidade e direitos das mulheres, que ainda se veem cercadas por uma sociedade que muitas vezes silencia suas dores. A violência de gênero, um tema que ainda é tabu, não pode ser ignorado, e as manifestantes exigem que essa questão ganhe o espaço que realmente merece nas discussões públicas.
O Papel da AMB nas Manifestações
A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) é uma organização fundamental que está mobilizando mulheres por todo o país. A AMB reforça a importância de estar nas ruas nesse dia simbólico, clamando por direitos e resistência. Em seu manifesto, a AMB compartilha a urgência de lutar contra a violência de gênero: “Estamos nas ruas para exigir a interrupção da violência contra nossos corpos e a proteção de nossas existências. Queremos o fim do feminicídio”, afirmam as organizadoras.
Feminicídio e Direitos das Mulheres
O feminicídio, um crime que tem crescido de forma alarmante ao redor do mundo, é um dos principais motivos que catalisam essas mobilizações. As manifestações buscam exigir dos governantes ações concretas que assegurem os direitos básicos e a proteção das mulheres. Questiona-se, constantemente, quais medidas estão sendo tomadas para coibir essa realidade e como a sociedade pode agir para alterar essa situação crítica.
Trabalho Justo: O Combate à Escala 6×1
Outro ponto importante nas pautas das manifestações será o protesto contra a escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso. As participantes exigem um modelo de trabalho que respeite os direitos das trabalhadoras, promovendo a justiça social e assegurando que as mulheres possam ter um equilíbrio entre suas vidas pessoais e profissionais.
Imperialismo e Soberania
As manifestações deste ano também farão críticas à política imperialista, especialmente das ações dos Estados Unidos e suas repercussões globais. As marchantes irão clamar por soberania, democracia e o respeito aos direitos humanos, discutindo como a interferência externa afeta a vida das mulheres brasileira e globalmente. Essas questões tornam-se ainda mais relevantes quando refletimos sobre a interseccionalidade das lutas: as mulheres não são apenas vítimas da violência de gênero, mas também enfrentam as consequências das políticas opressivas e imperialistas.
Consciência Coletiva e Mudanças Sociais
A consciência coletiva é um dos motores dessas manifestações. O desejo de mudança social permeia os âmbitos das marchas, onde as mulheres se unem para se fazer ouvir. Ao reivindicar direitos e exigir ações efetivas, procuram instigar uma mudança de mentalidade na sociedade sobre a importância de tratar as questões de gênero como questões sociais urgentes. O encontro de vozes distintas fortalece a luta e propicia um espaço de reflexão e aprendizado.
A Participação das Mulheres nas Ruas
A participação ativa das mulheres nas ruas é um sinal claro de que elas não estão dispostas a permanecer em silêncio. Estas manifestações reúnem não apenas mulheres, mas toda uma diversidade de apoiadores que reconhecem a importância de lutar por igualdade. Esse movimento se torna cada vez mais relevante e necessário, refletindo a força e a resiliência das mulheres frente aos persistentes desafios que enfrentam.
A Luta Contra o Racismo e o Capitalismo
Além da violência de gênero, as marchas abordarão o combate ao racismo e ao capitalismo como fundamentos que aprofundam a opressão das mulheres, especialmente aquelas que pertencem a grupos minoritários. A interseccionalidade da luta feminista é essencial para compreender como diferentes sistemas de opressão se entrelaçam e afetam diversas realidades. As participantes enfatizam que uma verdadeira luta pela igualdade deve ser inclusiva e abrangente.
Exigindo a Proteção e Respeito às Mulheres
O clamor por respeito e proteção é ouvido em cada esquina onde ocorrem as manifestações. A urgência de se garantir um ambiente seguro para todas as mulheres é um tema central nos discursos e nas atividades realizadas durante o dia. As participantes reitera a necessidade de que as autoridades assumam suas responsabilidades e garantam que todas as mulheres possam viver sem medo da violência e da opressão.
Locais e Horários das Manifestações
A lista a seguir apresenta os locais e horários específicos onde as manifestações ocorrerão em todo o Brasil:
- Norte
- AM – Manaus | 15h – Praça da Polícia
- PA – Belém | 09h – Escadinha da Doca
- PA – Bragança | 16h – Praça das Bandeiras
- PA – Marabá | 8h – Feira da Folha 28
- PA – Santarém | 17h – Praça da Matriz
- RR – Boa Vista | 18h – Portal do Milênio/Centro
- Nordeste
- AL – Maceió | 9h – Praça Sete Coqueiros
- BA – Salvador | 9h – Morro do Cristo
- CE – Cariri/Crato | 8h – Prefeitura do Crato
- CE – Fortaleza | 14h – Projeto 4 Varas (Barra do Ceará)
- MA – São Luís | 09h – Largo do Carmo (Feirinha)
- PB – João Pessoa | 15h – Biblioteca Anayde Beiriz (Parque das Três Ruas)
- PI – Teresina | 8h30 – Praça Pedro II
- RN – Mossoró | 16h – Praça do Teatro Dix-Huit Rosado
- RN – Natal | 8h – Caju da Redinha
- SE – Aracaju | 8h – Feira Livre do Bugio
- Centro-Oeste
- DF – Brasília | 13h – Funarte em Marcha até Palácio do Buriti
- GO – Goiânia | 9h – Praça do Trabalhador
- MT – Cuiabá | 7h30 – Em frente à Feira do CPA II
- Sudeste
- ES – Vitória | 8h – Parque Moscoso
- MG – Belo Horizonte | 9h30 – Praça Raul Soares
- SP – Araraquara | 9h – Parque Infantil
- SP – Cajamar | 10h – Praça Ginásio de Esportes do Polvilho
- SP – Campinas | 9h – Largo do Rosário
- SP – Diadema | 9h – Praça da Matriz (Ato ABCDRR)
- SP – Santos | 9h – Praça das Bandeiras/Gonzaga
- SP – São João da Boa Vista | 15h – Praça Coronel José Pires
- SP – São Paulo | 14h – MASP
- SP – Tatuí | 15h – Casa das Práxis
- RJ – Rio de Janeiro | 10h – Posto 3 Copacabana
- Sul
- PR – Curitiba | 9h – Praça Santos Andrade
- PR – Guaratuba | 14h – Letreiro da Praia Central
- PR – Maringá | 9h – Praça Rocha Pombo
- PR – Matinhos | 14h – Mercado do Peixe
- RS – Caxias do Sul | 10h – Largo da Estação Férrea
- RS – Porto Alegre | 9h30 – Ponte da Pedra
- RS – Imbé | 14h – Praça do Braço Morto
- SC – Balneário Camboriú | 9h – Praça Almirante Tamandaré
- SC – Blumenau | 8h – Escadaria da Igreja Matriz
- SC – Caçador | 15h – Parque Central
- SC – Chapecó | 9h – Praça Coronel Bertaso
- SC – Garopaba | 10h – Praça Governador Ivo Silveira
- SC – Guaratuba | 14h – Letreiro da Praia
- SC – Joinville | 14h30 – Praça da Biblioteca


