A exposição Encantaria será apresentada no Memorial do Rugby 1928 “Dr. Gualter Nunes”, em Tatuí, entre 17 e 25 de outubro de 2026. A proposta artística é de Luca D’Alessandro.
Contemplada pelo Edital de Cultura “Carlos Ribeiro”, da Prefeitura da Estância Turística de Tatuí, a mostra reúne histórias de sereias de diferentes culturas e territórios. Segundo a prefeitura, a pesquisa aborda representações dessas figuras em tradições de várias regiões do mundo.
O Memorial fica na avenida Domingos Bassi, no Jardim Junqueira, próximo ao paço municipal. A programação inclui a abertura oficial em 18 de outubro, às 18h30, com a performance “Memórias Submersas”.

Além das narrativas mitológicas, o projeto aborda identidade e transformação por meio das artes visuais e da expressão corporal. A mostra também propõe reflexões sobre as vivências de pessoas travestis.
Exposição reúne histórias de sereias de diferentes culturas
A pesquisa da exposição Encantaria reúne representações de sereias presentes em tradições da Síria, do Japão, da Índia, de Angola, do Peru, do Chile, da Colômbia e do Brasil. A seleção atravessa referências culturais de diferentes territórios.
Nessas tradições, as figuras mitológicas são associadas a divindades das águas, segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura da Estância Turística de Tatuí. Essa relação orienta a abordagem das histórias reunidas pela mostra.
A cenografia também integra a narrativa artística, de acordo com a prefeitura. O ambiente articula memória, mitologia e expressão corporal, compondo a apresentação das referências pesquisadas por Luca D’Alessandro.
Performance aborda memória, corpo e transgeneridade
Na proposta de Luca D’Alessandro, a sereia funciona como metáfora da transgeneridade, com ênfase nas vivências de pessoas travestis. A representação de um corpo híbrido questiona padrões normativos, conforme a assessoria de comunicação da prefeitura.
A obra propõe ampliar os imaginários sobre os corpos travestis e valorizar a pluralidade das identidades. Essas questões são abordadas por meio da linguagem artística, sem se restringir às narrativas mitológicas reunidas na exposição.
Integrada à mostra, “Memórias Submersas” trata de memória e transformação por meio do corpo e da voz. A performance relaciona a presença da artista ao espaço expositivo e, segundo a prefeitura, deixa vestígios visíveis após o encerramento da apresentação.

