Sinopse de Desacorde
No encantador universo da Cidade do Tatu que Canta, cada indivíduo possui um som único logo ao nascer. Viola, a protagonista, começa a questionar se a melodia que a acompanha é antiquada para os tempos modernos. Em sua busca por uma nova identidade musical, ela se depara com uma força misteriosa que tem o poder de alterar o destino da cidade e ameaçar as narrativas que dão vida ao seu entorno. A peça Desacorde combina humor, música e uma estética lúdica, inspirada no mundo circense e nas brincadeiras infantis, estimulando tanto crianças quanto adultos a refletirem sobre a identidade, a diversidade e a importância da escuta do seu próprio som.
Quando e Onde Assistir
As apresentações de Desacorde estão programadas para os dias 15 e 16 de setembro de 2026, na Sala Palma de Ouro, localizada no Teatro Municipal de Salto, SP. No dia 15, o show será às 20h, enquanto no dia 16 haverá duas sessões, uma às 9h e outra às 14h. É importante destacar que a sessão do dia 16 concentra-se em reservas escolares, mas o público geral é bem-vindo dependendo da disponibilidade de ingressos.
Ingressos e Acesso
Os interessados em assistir a Desacorde podem obter ingressos de forma solidária. Para isso, cada pessoa deve levar um quilo de alimento não perecível, que será doado aos Vicentinos Saltenses. A retirada dos ingressos poderá ser feita na bilheteira do teatro com uma hora de antecedência do início de cada apresentação. Além disso, todas as sessões contarão com tradução simultânea em Libras, tornando a peça acessível a um público mais amplo.

A Importância da Música na Peça
A música desempenha um papel vital em Desacorde, não apenas como uma forma de entretenimento, mas como um elemento essencial que delineia a jornada das personagens. Os sons, ritmos e melodias que permeiam a narrativa ajudam a construir a atmosfera da Cidade do Tatu que Canta, realçando os conflitos internos de Viola e suas interações com os demais personagens. O trabalho musical é liderado por Ernani Maletta, um artista renomado na área, que transforma cada membro do elenco em um agente da paisagem sonora da peça.
A História de Viola
Viola é uma personagem que representa o dilema do jovem contemporâneo que procura se encaixar em um mundo em constante mudança. Sua jornada começa com a insegurança em relação à sua identidade musical e a melodia que herdou. Com medo de ser considerada deslocada em uma sociedade que valoriza a novidade e a homogeneidade, ela encontra Artificius, um ser enigmático que promete oferecer a transformação que busca. No entanto, essa mudança pode levar a cidade a um ponto sem retorno, abalando sua memória e suas tradições.
Primeira Criação Infantojuvenil
Desacorde marca um novo capítulo na trajetória da Dupla Companhia, sendo sua primeira criação voltada especificamente para o público infantojuvenil. Ao longo de seus dez anos de atuação, o grupo, sediado em Tatuí, tem se dedicado à pesquisa e à produção de peças que exploram temas como memória, território e identidade. Esta nova montagem é uma contribuição significativa para sua trilogia que já abriga obras anteriores e aprofunda questões relevantes para as novas gerações.
A Identidade e Pertencimento em Destaque
No cerne de Desacorde, está a exploração dos conceitos de identidade e pertencimento. A peça instiga os espectadores a refletirem: o que implica renunciar ao que é único em busca de aceitação? Viola representa o conflito entre o desejo de pertencer e o reconhecimento da própria essência. A peça sugere que o verdadeiro pertencimento ocorre quando uma comunidade é capaz de abraçar as diferentes vozes que a compõem, respeitando e valorizando a individualidade de cada um.
Dramaturgia e Direção
A dramaturgia de Desacorde é de autoria de Lucas Moura, com direção e adaptação a cargo de Lucas Gonzaga. A obra segue uma abordagem sensível e reflexiva, que logra envolver o público infantil em sua trama sem simplificações. O espetáculo é reflexivo, oferecendo uma lição poderosa sobre a importância de não esquecer nossas raízes e histórias individuais em meio a um mundo que orienta a velocidade e a uniformidade.
Festival da Música Brasileira
Desacorde também se destaca por sua capacidade de enraizar a cultura brasileira, especialmente a musicalidade caipira, em sua narrativa. O título da peça revela a importância do tema musical na construção da sua identidade. As músicas originais, compostas por Stela Nesrine, trazem um frescor à trama, integrando a cultura popular às mensagens universais exploradas na peça.
Companhia e Sucesso na Trajetória
A Dupla Companhia, reconhecida como Melhor Companhia de Teatro no 24º Prêmio Cenym de 2025, tem se dedicado a levar sua arte a mais de 50 cidades ao longo de sua existência. Os membros da companhia, incluindo Fá Black, Gabriela Carriel, Hugo Muneratto, Ismênia Leão e Murilo Juvêncio, trazem experiências diversificadas que enriquecem ainda mais a performance. A companhia tem como foco a criação de um Centro de Difusão, Criação e Produção Cultural em Tatuí, um espaço de desenvolvimento artístico e comunitário.


